Agricultura familiar ganha espaço no meio acadêmico

Formandos do curso Técnico em Agropecuária, do Instituto Federal de Mato Grosso campus de Confresa-MT, destoam da grande maioria e apresentam trabalho de conclusão de curso sobre agricultura familiar.

por Dandara Morais

Porto Alegre do Norte, MT -O curso Técnico em Agropecuária tem como objetivo a formação de profissionais com domínio das tecnologias voltadas para a agropecuária, capazes de planejar, executar, acompanhar e fiscalizar todas as fases dos projetos agropecuários na administração de propriedades rurais.

Três acadêmicos do IFMT fugiram deste conceito, e buscaram estudos mais próximos de sua realidade, a agricultura familiar. Esta caracterizada pelo cultivo em pequenas propriedades rurais, para a subsistência, mantido essencialmente pelo núcleo familiar.

Na região do Baixo Araguaia a ATV – Associação Terra Viva de Agricultura Alternativa e Educação Ambiental, tem contribuído para mudança da relação homem/natureza, deste modo tem atraído estagiários que buscam uma abordagem além das linhas tradicionais para seus trabalhos curriculares.

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Visita ao Casadão no Projeto Assentamento Fartura

Murilo Junior Silva Sousa, 17 anos, acadêmico do curso Técnico em Agropecuária, que teve como tema do TCC Alternativa de Produção Sustentável comenta que as informações vistas em sala de aula foram muito restritas no âmbito de abordagem de produção sustentável, e no estagio ele pode ter um maior contato com o tema “devido a grade curricular do curso não se aprofundar em matérias que abrangem a produção sustentável, que é o foco da ATV, muito conhecimento adquirido na prática, não nos foi dado em sala de aula”, descreve.

Pâmella Martins Souza, 18 anos, estudante do IFMT, autora do trabalho Iniciativas Socioambientais de Pequenos Produtores Rurais em Porto Alegre e Canabrava do Norte, fez seu estágio na associação e diz tê-la escolhido por que procurava um lugar onde se preocupassem com meio ambiente “na ATV eles se preocupam com o meio ambiente, e trabalham de forma sustentável” comenta.

O crescente e desordenado avanço da monocultura e da agricultura industrial na região é um fator preocupante, a academia e os moradores locais, tem que se atentar para os prejuízos causados por ela. Deste modo João Vitor Souza Costa, 23 anos, buscou trazer à tona a discussão sobre a Apicultura: Extração e Beneficiamento do mel, que sofre interferência direta desse processo. Ele lembra a importância da apicultura e da não agressão ao meio ambiente e ainda ressalta que a comunidade local, sabendo da riqueza natural da região (fauna/flora), deve se atentar em saber lidar com a natureza “buscar meios alternativos para ganho econômico e preservação do meio ambiente” diz.

*Fotos: Cláudia Araújo

 

One thought on “Agricultura familiar ganha espaço no meio acadêmico

  1. Claudia

    Uma bela noticia, gostaria de acrescentar que alguns professores do Instituto admitiram que a grade curricular é muito restrita e foge da realidade da agricultura camponesa da região. Mas também já há alguns professores que começaram essa interface da teoria com prática baseada na porteira pra dentro, como é metodologia da Associação Terra Viva.

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