Livro sobre a cultura Iny (Karajá) é lançado na Europa

As Histórias das bonecas de cerâmica Ritxoko, declaradas patrimônio imaterial da cultura brasileira, se tornaram tema de livro infantil.

Palmas, TO – Narubiá Werreriá, artista e estudante de direito, assinou as ilustrações do livro infantil Ritxoko, de autoria da escritora tocatinense Irmã Gualhardo. A ilustradora acompanhou o lançamento do livro que aconteceu durante o 27º Salão Internacional do Livro e da Imprensa em Genebra, na Suíça, entre os dias 05 a 09 de maio.

 De Genebra a ilustradora Iny e a escritora tocantinense foram para Berlim, e entre os dias 10 e 21 participaram de eventos de divulgação na capital alemã. Com apoio do consulado brasileiro o grupo conseguiu fazer o lançamento do livro em café brasileiro, onde aconteceu uma roda de contação de histórias para crianças. ” Fomos recebidos pela vice cônsul que nos deu apoio na divulgação e ele quer que voltemos para futuros trabalhos em conjunto para fomento da cultura indígena brasileira, assim como para literatura infanto-juvenil”, afirmou a ilustradora.

Roda de conversa  com as crianças alemãs. Foto:arquivo pessoal.

Roda de conversa aproximou crianças alemãs da cultura indígena e popular do centro-oeste brasileiro.

 Foto: Arquivo pessoal.

De volta ao Brasil Narubiá e sua família (pai e mãe) terminaram no dia 29 em São Paulo um ciclo de exposições e palestras sobre a cultura Iny, com exposição da arte e do artesanato karajá, sempre tendo como foco principal a boneca. “A voz da mulher ceramista Karajá, é uma voz visual, que, de forma silenciosa mas eloquente se expressa através da sua produção cerâmica. É uma fala de enorme potencial de alcance, pois as ritxoko têm viajado pelo mundo. E até hoje continuam viajando, chegado aos grandes centros urbanos, atravessando mares e continentes, para, afirmativamente levarem o recado das ceramistas: “Assim somos nós, assim é a nossa vida, a nossa cultura, nossas estórias, o nosso jeito de ser. Assim temos sido desde sempre, desde os tempos do passado. Não nos esqueçamos,nossa cultura, o nosso modo de ser. É assim que gostamos de viver, é assim que gostamos de ser. Conheçam-nos”, finalizou Narubiá.

Escrito por: Rizza Matos

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