Professores decidem manter greve nas escolas estaduais em Mato Grosso

Governo não negocia e cerca 400 mil alunos das 739 escolas do estado permanecem sem aulas há mais de um mês.

Os professores e profissionais da educação decidiram ontem (16) em Assembleia Geral realizada em Cuiabá, pela manutenção da greve em todo o Estado. Além da decisão de continuar com o movimento grevista, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) aguarda uma decisão da justiça sobre o recurso impetrado pelo sindicato contra a decisão que determinou a greve da categoria no Estado abusiva e deu um prazo de 72 horas para que os professores retornassem as salas de aulas.

“Nós não temos elementos que justifiquem a suspensão da greve, por isso está mantida. Em que pese a decisão do governo em relação à greve vamos procurar meios legais e esperamos chegar até à última instância”, disse o presidente do sindicato Henrique Lopes Nascimento ao jornal Só Notícias. A decisão judicial movida pelo governo, que declarou a greve “abusiva” não surpreendeu a categoria. Segundo Henrique, a decisão do desembargador Marcos Machado fortaleceu o movimento e profissionais que ainda não haviam parado estão aderindo à greve.

Nesta semana, o Sintep-MT irá concentrar as ações na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), além de estabelecerem pautas de atuação nos municípios, com atos, panfletagens e passeatas.

A greve teve início em 12 de agosto e prossegue até hoje com quase total adesão em todo o estado. Na última sexta-feira, houve protesto de alunos e professores na cidade de Nova Xavantina, seguindo a agenda de mobilização estadual.

A manutenção do acampamento ao lado do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no Centro Político e Administrativo (CPA) também foi um ponto deliberado em assembleia, que registrou a mobilização geral da categoria para a greve. Os trabalhadores confirmaram ainda a moção de repúdio à secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Educação Rosa Neide Sandes de Almeida, moção de aplauso aos acampados e a realização da semana de atividades na capital e interior com a manifestação em órgãos de governo.

O chamamento dos aprovados no concurso público de 2010 é uma das reivindicações da categoria. Além disso, a pauta de reivindicações exige a política que vise dobrar o poder de compra dos educadores em até 7 anos; realização imediata de concurso público; garantia da hora-atividade para interinos; melhoria na infraestrutura das escolas; aplicação dos 35% dos recursos na educação como prevê a Constituição Estadual; autonomia da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) nos recursos devidos na área.

Greve na Unemat

Os servidores da Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT) também decidiram pela greve nesta segunda (15). Com isso, as atividades técnicas e administrativas da instituição estão paralisadas até que o governo do Estado encaminhe para a Assembleia o PCCS da categoria e também dê andamento ao processo de nomeação de todos os aprovados no concurso público realizado em 2011.

Os servidores chegaram a realizar protesto em Alto Araguaia, durante a visita do governador Silval Barbosa para lançar obra de pavimentação na MT-100. Ainda não se sabe se os servidores da UNEMAT de Nova Xavantina fará algum protesto na visita do governador em Nova Xavantina nesta terça.

Fonte: Jornais online A Tribuna, Só Notícias, Interessante News e Notícias NX

Imagem: Interessante News

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