Cinema, uma arma carregada de futuro

Uma câmera na mão, uma ideia na cabeça e a firme intenção de mostrar que, como dizia Gabriel Celaya sobre a poesia, o cinema também é uma arma carregada de futuro. No caso específico do Raiz das Imagens – Cinema e Ação, o cine é um recurso por meio do qual as comunidades indígenas no Brasil podem resgatar sua identidade, preservar sua memória e denunciar as violências que vêm sofrendo.

Por Michelly Teixeira

Este projeto itinerante foi idealizado por Edu Ioschpe e Rodrigo Soares, dois talentosos jovens brasileiros que se encontraram em Barcelona, quando estudavam cinema. Agora, eles estão no Brasil com o propósito de intercambiar experiências com os Xavante, no Mato Grosso, e ensiná-los a manejar a técnica e a linguagem audiovisuais.

Com isso, os índios podem criar suas narrativas, falar das tradições e dos problemas que enfrentam a partir do seu próprio olhar. Além de relatos cinematográficos sobre seu modo de vida e os costumes que estão se perdendo, os índios já estão produzindo documentários de denúncia: recentemente, elaboraram um filme sobre a invasão e o roubo de madeira em terras demarcadas.

Nesta entrevista emitida pela RNERadio Exterior de España, os cineastas e educadores falam como funciona o Raiz das Imagens, adiantam os projetos que estão surgindo a partir deste trabalho (como um documentário sobre as sérias consequências de os índios aderirem ao programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal) e relatam a gratificante experiência de morar nas comunidades indígenas.

Fonte: Letra e Som

Imagem: Raiz das Imagens

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