Relatório de Direitos Humanos 2013 é divulgado hoje (11) em Cuiabá

Documento sobre violações aos direitos humanos em Mato Grosso é resultado do trabalho coletivo de 30 entidades signatárias

Por Keka Werneck

O Fórum de Direitos Humanos e da Terra Mato Grosso apresenta nesta segunda-feira (11), em entrevista coletiva à imprensa, o relatório de 2013 elaborado por 30 entidades signatárias.A coletiva ocorre às 9h, no Centro Burnier Fé e Justiça (Rua do Ouro, 64, Araés. Telefone: 3023-2959)

O “Relatório de Direitos Humanos e da Terra 2013” trata em 132 páginas das formas de infração aos direitos universais praticamente esquecidos em Mato Grosso, apesar do Brasil ser signatário ao documento de Paris (1948), do qual constam 30 artigos.

Para entender melhor sobre o assunto, dá uma olhada nesse vídeo que fala sobre todos os direitos humanos.

O relatório reflete sobre os principais conflitos socioambientais do estado de Mato Grosso em suas múltiplas abrangências.

Dividido em 10 capítulos, busca revelar algumas violações de direitos humanos, sociais e ambientais, em diálogos nacionais e internacionais, mas essencialmente pelas realidades mato-grossenses. Abarca 10 capítulos subdivididos em várias temáticas, iniciando com um dos problemas mais sérios de Mato Grosso que é a questão indígena, somada às lutas etno-raciais das africanidades.

Debate as dimensões importantes da juventude, da terceira idade e das relações de gênero. Homeopatia, biosaúde, educação e comunicação são essencialidades muito vivas no relatório.

Denuncia os conflitos socioambientais dos grandes eventos como a copa de futebol e megaprojetos em especial ao setor energético.

A delicada situação dos presídios, tortura e atividades policiais é trazida à tona na arena de debates, além dos programas de proteção, conselhos e participação.

Um dos problemas mais sérios na agricultura e pecuária mato-grossense, o trabalho escravo, é abordado com recheio dos grandes conflitos socioambientais do campo.

Interconectados entre sociedade e natureza, ratifica a importância de se debater os conflitos dos agrotóxicos, violência do campo, do caso dos retireiros do Araguaia e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

O debate socioambiental encerra o relatório na importante consideração sobre o agronegócio e a educação ambiental, cientes de que quando um dano ambiental ocorre, os grupos sociais vulneráveis são os mais atingidos.

Telefones para contato: Inácio Werner, sociólogo do Centro Burnier Fé e Justiça (9664-2331 ou 9318-9316) ou Michele Sàto, da UFMT (3627 6853 / 9687 8727).

Fonte: Keka Werneck, jornalista

Imagem: Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso

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