Esta é minha raça, vista a minha cor

O encerramento do projeto “Esta é minha raça, vista a minha cor” teve participação dos capoeiristas Tainan Pereira, do grupo de capoeira Alcapus e Mônica Brasil do grupo Mandigueiros, ambos de São Luiz – MA.

por Dandara Morais

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Harmonia na dança

Porto Alegre do Norte – Tainan e Mônica fizeram uma oficina de capoeira para os estudantes do Ensino de Jovens e Adultos da Escola Estadual Gilvan de Souza contando um pouco sobre a história da capoeira e suas diferentes fases – da tradicional a capoeira moderna.

Foram convidados por Justiniano Sales, professor da escola e organizador do projeto. Ele comenta que começaram o projeto no ano de 2012, mas devido a várias dificuldades tiveram que parar e retomaram em julho de 2013, e estão encerrando agora em janeiro de 2014.

O projeto Esta é minha raça, vista a minha cor, tem por objetivo trabalhar com os alunos a Lei 10.639/03, que trata sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, e a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira.  Desta forma, os professores do EJA-EEGS trabalharam em sala os conceitos e as diferentes formas de expressões culturais que envolvem a Cultura Popular, Cultura de Massa e Cultura de Elite.

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Sabedoria compartilhada

Justiniano comenta que encerrar com a capoeira é uma forma de trazer para dentro da sala de aula uma dança bonita e expressiva que tem ficado de fora dos currículos escolares e da cultura de Porto Alegre do Norte-MT “A cidade é carente de atividades culturais em todos os sentidos, com este estudo estamos tentando modificar esta realidade” e provoca os antigos participantes do Grupo de Capoeira Capoal – “temos que reviver a capoeira”.

Tainan Pereira, que hoje mora em São Luiz –MA, diz que queria estar aqui para ajudar nesta luta, “é uma pena o Capoal ter acabado, pois apesar do pré-conceito, toda vez que passamos por aqui agente faz roda e sempre reúne muitas pessoas”.

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Salto pela cultura viva

Mônica Brasil, diz ter ficado lisonjeada com o convite do professor Justiniano, e esta muito feliz em estar participando deste momento, pois para ela capoeira é tão importante quanto seus estudos. Diz em tom de brincadeira “Jornalista anda com bloquinho de anotação, já eu, sempre carrego meu abadá na bolsa”.

No encerramento da atividade foi realizada uma roda de capoeira e alunos, ex-alunos e professores brincaram juntos. A professora Maria Macalé se emociona com o sucesso do projeto e agradece a participação de todos e diz que o trabalho de professora é recompensado quando vê seus ex-alunos conquistando seus espaços “Não tenho como medir o tamanho da satisfação de rever estes meninos” comenta.

Fotos: Dandara Morais e Sckarleth Martins

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