Área é ‘devastada impiedosamente’ em MT e lavradores denunciam político

Desmatamento em Mato Grosso cresceu 52% entre agosto de 2012 e julho de 2013

Uma grande área está sendo desmatado impiedosamente na região do distrito de São José do Couto, interior de Campinápolis, cidade da região do Vale do Araguaia, no Leste do Estado. Cerca de 100 hectares de antigas pastagens, retomadas pelo Cerrado, foram desmatadas completamente. Um politico influente da região, segundo os moradores que denunciaram a prática, estaria envolvido e até fazendo provocações. O nome dele não foi revelado.

É voz corrente entre os moradores que esse influente político teria dito que seu crime ambiental jamais seria investigado pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema). O crime ambiental foi praticado entre os rios Couto Magalhães e Culuene, entre as fazendas Santa Cruz e Mineiros. De acordo com a denuncia, as árvores foram amontoadas indicando que nos próximos meses, alguém colocará fogo no material.

Os moradores estão revoltados com a situação, principalmente porque a Sema não expede nenhuma autorização de desmatamento naquele distrito.

Na semana passada, o Instituto Centro de Vida (ICV) divulgou uma avaliação da situação atual da transparência das informações florestais em Mato Grosso, com base na disponibilização e acesso praticados pela Sema. O documento apresenta os resultados caracterizando a legislação aplicável sobre a transparência e disponibilização das informações florestais, e faz recomendações para garantir o acesso, acompanhamento e participação da sociedade neste processo. A análise demonstra que existem falhas no cumprimento da legislação e ressalta que a falta de transparência prejudica o uso das informações seja por outros órgãos públicos, empresas ou organizações da sociedade.

O desmatamento em Mato Grosso cresceu 52% entre agosto de 2012 e julho de 2013, frente ao igual período do ano anterior. No intervalo, a área afetada avançou de 757 km² para 1.149 km². O percentual foi o maior dentre os nove estados amazônicos, liderando o ranking, indicou o Ministério do Meio Ambiente. Os números referem-se à mensuração feita pelo sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e representam o índice oficial considerado pela União.

 

Texto e foto: Redação 24 Horas News

 

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