Degradação florestal baixa, mas MT lidera com ‘folga’ ranking amazônico

Retirada lenta da cobertura vegetal totalizou 333 quilômetros em 9 meses. Estado reduziu índice, mas ainda é o primeiro em grupo de estados.

Por Leandro J. Nascimento

Em nove meses a degradação florestal na Amazônia Legal brasileira atingiu 407 quilômetros quadrados. De agosto de 2013 a abril de 2014 a retirada lenta da cobertura vegetal (pela atividade madeireira, queimadas, e outros fatores) perdeu velocidade, recuando 67% na comparação com o período anterior (agosto de 2012 a abril de 2013), quando chegou a 1.219 quilômetros quadrados.

De acordo com Organização Não Governamental (ONG) Imazon, o estado de Mato Grosso ainda figura na posição número um do ranking. Foi responsável por 333 quilômetros quadrados em degradação no período avaliado. O número foi quase sete vezes acima do dano provocado no Pará, onde as agressões à floresta totalizaram 48 quilômetros quadrados.

Nos chamados nove meses do calendário de medição, os poucos mais de 330 quilômetros quadrados em Mato Grosso significaram um recuo de 72% na comparação com o ano anterior, quando as florestas degradadas totalizavam 680 quilômetros quadrados. Mas o recuo ainda não tranquiliza, avaliam os especialistas em meio ambiente.

O instituto considera a degradação como a retirada lenta da cobertura vegetal, mediante diferentes práticas. Ela pode ocorrer também incentivada pela atividade madeireira, além das queimadas.

Abril em alta

Dados da pesquisa mensal do Imazon sobre o desmatamento e a degradação na Amazônia Legal mostram que apenas para o mês de abril Mato Grosso foi responsável pela maior parcela da degradação (92%), seguido por Rondônia (7%) e Roraima (1%).

Enquanto nos nove meses a região amazônica comemorou um recuo na ocorrência, exclusivamente em abril o cenário foi outro: houve um aumento de 1.980% na comparação com abril de 2013, quando ela somou 9 quilômetros quadrados.

Segundo o Imazon, as florestas degradadas somaram 189 quilômetros quadrados em abril de 2014.

Fonte: G1 MT

Imagem: Arquivo/Greenpeace

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