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Episódio 10 – Sementes vivas aqui

Em 2003 a soja transgênica foi liberada no Brasil e para aprovar a lei dos transgênicos, a justificativa era de que introduzindo novas tecnologias na agricultura, seria a única forma de ampliar a produção e reduzir o desmatamento e o uso de pesticidas. O que demonstra o estudo de pesquisadores da Embrapa publicado em 2017 no Periódico “Ciência e Saúde Coletiva” é que o uso de herbicidas por hectare aumentou em 64% no período de 2002 a 2012, colocando em alto risco a saúde das pessoas e do meio ambiente, que segundo a Organização Mundial de Saúde é responsável pela morte de 200 mil pessoas por ano em decorrência de intoxicação aguda.

Como alternativa apresentamos a produção agroecológica, a valorização e reprodução das sementes crioulas que os povos indígenas e Comunidades tradicionais são os guardiões. Elas são um símbolo de abundância e resistência diante de um modelo de produção em que as sementes disponíveis no mercado já nascem mortas e o uso de venenos e pesticidas para sua produção compromete a saúde e a vida.

Na VII Edição da Mostra Socioambiental do Araguaia e VI Feira de Economia solidária, nos dias 14 a 16 de junho, em São Félix do Araguaia, MT, vai ter a presença de povos e comunidades tradicionais da Agricultura Familiar com suas produções agroecológicas.